Ida a Fátima
Mais um dia 13 de Maio em Fátima, desta vez não fui sozinha, fui com uma colega do trabalho.
O recinto estava repleto de peregrinos, dizem que mais de 300 mil. A missa foi concelebrada por muitos bispos e sacerdotes. Estavam presentes mais de 160 grupos organizados de peregrinos de cerca de 30 países e as cerimónias foram presididas pelo cardeal Gianfranco Ravasi da Itália.
O tempo esteve fantástico, céu pouco nublado e com o sol a espreitar de vez em quando.
Quase no final das cerimónias, tal com em 2011, embora menos pronunciada, uma auréola em volta do sol emocionou muitos dos presentes. Este fenómeno apesar da explicação científica* é visto, por muitos, como um sinal divino.
(Na homilia o cardeal Gianfranco Ravasi alertou para a inconsistência da cultura atual e lembrou os sofrimentos da humanidade, apelando à ação em favor dos mais desfavorecidos numa “fraternidade operativa”.
“Não devemos ter medo de sujar as mãos, ajudando os miseráveis da terra: para que servirá ter as mãos limpas, se as temos no bolso”, disse o responsável máximo do Conselho Pontifício para a Cultura (CPC), que este ano presidiu às cerimónias anuais do 13 de maio, perante centenas de milhares de peregrinos reunidos no santuário da Cova da Iria.
O cardeal italiano afirmou, por outro lado, que a cultura contemporânea “é muitas vezes fluida, inconsistente, semelhante a uma neblina que não conhece pontos firmes morais e luzes de verdade”.
A peregrinação internacional, que evoca o 95.º aniversário da primeira aparição da Virgem Maria na Cova da Iria, tem como tema ‘Eis a serva do Senhor’.
D. Gianfranco Ravasi evocou “as tristes presenças que infelizmente se alojam ainda em Fátima, em todas as cidades e vilas de Portugal, nas nações das quais provêm os peregrinos, nas extremas terras desoladas da Ásia ou da África”.
“Muitos de nós viemos aqui com os olhos velados de choro”, reconheceu o prelado, declarando que “Deus passará diante de todos os homens e mulheres e, quando vir as lágrimas descer dos seus olhos, irá ele mesmo enxugá-las”.
Neste contexto, o responsável do Vaticano para o mundo da cultura recordou Ésquilo, autor da Grécia antiga, e a sua questão sobre a resposta divina ao sofrimento humano.
“A sua pergunta cética não tinha resposta. Nós, pelo contrário, apresentamos a nossa secreta bagagem de sofrimentos, de doença, de mal, de pecado, de solidão, de incompreensões a Maria, para que a entregue ao seu Filho”, observou.
O cardeal italiano apresentou na sua homilia uma reflexão sobre a simbologia de “corpo”, que considerou como mais do que “um aglomerado de células”, destacando a capacidade de comunicar “a alegria e o amor, mas também a dor e o ódio”, “um santuário que pode ser dessacralizado pelo pecado”.
“Infelizmente, na sociedade contemporânea são os corpos sem alma a dominar, tornando-se carne sem espírito, ora adorada ora desprezada”, alertou o responsável da Cúria Romana
O corpo, prosseguiu, “é uma arquitetura admirável que tem sobretudo no rosto a via para se abrir ao mundo e ao próximo”.
O colaborador de Bento XVI citou o apóstolo São Paulo para pedir aos presentes que não se limitem a navegar “na superfície, à deriva, sem refletir e interrogar, sem procurar e julgar”.
“Lembremo-nos uns dos outros, unidos na mesma fé e na comunhão de afetos, para além das distâncias e das dificuldades das línguas”, pediu o cardeal Ravasi, antes de concluir sob uma salva de palmas dos presentes). http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=90913
*(Segundo a ciência o facto é provocado pela luz refletida nos cristais de gelo da atmosfera, a grande altitude).
O recinto estava repleto de peregrinos, dizem que mais de 300 mil. A missa foi concelebrada por muitos bispos e sacerdotes. Estavam presentes mais de 160 grupos organizados de peregrinos de cerca de 30 países e as cerimónias foram presididas pelo cardeal Gianfranco Ravasi da Itália.
O tempo esteve fantástico, céu pouco nublado e com o sol a espreitar de vez em quando.
Quase no final das cerimónias, tal com em 2011, embora menos pronunciada, uma auréola em volta do sol emocionou muitos dos presentes. Este fenómeno apesar da explicação científica* é visto, por muitos, como um sinal divino.
(Na homilia o cardeal Gianfranco Ravasi alertou para a inconsistência da cultura atual e lembrou os sofrimentos da humanidade, apelando à ação em favor dos mais desfavorecidos numa “fraternidade operativa”.
“Não devemos ter medo de sujar as mãos, ajudando os miseráveis da terra: para que servirá ter as mãos limpas, se as temos no bolso”, disse o responsável máximo do Conselho Pontifício para a Cultura (CPC), que este ano presidiu às cerimónias anuais do 13 de maio, perante centenas de milhares de peregrinos reunidos no santuário da Cova da Iria.
O cardeal italiano afirmou, por outro lado, que a cultura contemporânea “é muitas vezes fluida, inconsistente, semelhante a uma neblina que não conhece pontos firmes morais e luzes de verdade”.
A peregrinação internacional, que evoca o 95.º aniversário da primeira aparição da Virgem Maria na Cova da Iria, tem como tema ‘Eis a serva do Senhor’.
D. Gianfranco Ravasi evocou “as tristes presenças que infelizmente se alojam ainda em Fátima, em todas as cidades e vilas de Portugal, nas nações das quais provêm os peregrinos, nas extremas terras desoladas da Ásia ou da África”.
“Muitos de nós viemos aqui com os olhos velados de choro”, reconheceu o prelado, declarando que “Deus passará diante de todos os homens e mulheres e, quando vir as lágrimas descer dos seus olhos, irá ele mesmo enxugá-las”.
Neste contexto, o responsável do Vaticano para o mundo da cultura recordou Ésquilo, autor da Grécia antiga, e a sua questão sobre a resposta divina ao sofrimento humano.
“A sua pergunta cética não tinha resposta. Nós, pelo contrário, apresentamos a nossa secreta bagagem de sofrimentos, de doença, de mal, de pecado, de solidão, de incompreensões a Maria, para que a entregue ao seu Filho”, observou.
O cardeal italiano apresentou na sua homilia uma reflexão sobre a simbologia de “corpo”, que considerou como mais do que “um aglomerado de células”, destacando a capacidade de comunicar “a alegria e o amor, mas também a dor e o ódio”, “um santuário que pode ser dessacralizado pelo pecado”.
“Infelizmente, na sociedade contemporânea são os corpos sem alma a dominar, tornando-se carne sem espírito, ora adorada ora desprezada”, alertou o responsável da Cúria Romana
O corpo, prosseguiu, “é uma arquitetura admirável que tem sobretudo no rosto a via para se abrir ao mundo e ao próximo”.
O colaborador de Bento XVI citou o apóstolo São Paulo para pedir aos presentes que não se limitem a navegar “na superfície, à deriva, sem refletir e interrogar, sem procurar e julgar”.
“Lembremo-nos uns dos outros, unidos na mesma fé e na comunhão de afetos, para além das distâncias e das dificuldades das línguas”, pediu o cardeal Ravasi, antes de concluir sob uma salva de palmas dos presentes). http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=90913
*(Segundo a ciência o facto é provocado pela luz refletida nos cristais de gelo da atmosfera, a grande altitude).

