Tuesday, July 26, 2011

A Mania de guardar Tudo

Dizem os especialistas que esta mania esconde, normalmente, um problema psicológico que deve ser tratada. Mas como convencer essa pessoa a admitir que tem um problema?

Partilhar o espaço com uma pessoa que tem a mania de guardar tudo, desde caixas de sapato, paus de gelados, garrafas e garrafões de plástico vazios, sacos, revistas, jornais, electrodomésticos que não funcionam até coisas que encontra e leva para casa, sejam velhas ou novas, não é fácil.

Guarda porque pensa que, em algum momento de sua vida, aquela peça terá alguma serventia e vai atulhando a casa com tantas coisas, que não sobra espaço para manter a casa ou espaços organizados e arrumados.

Vai acumulando, durante anos, objectos que nem sabe que os tem. E quando precisa procura e acaba por comprar porque naquela confusão nada se encontra.

Com este amontoado de objectos, o ar não circula e o ambiente fica propício a acumular mofo, ácaros, bolor e fungos.

Toda a família sofre com este comportamento e além das discussões, que não são o melhor caminho, a pessoa que partilha o mesmo espaço, chega a pensar que a culpa também é sua e pensa como no velho ditado "Se não o pode vencer junta-te a ele". Pensando racionalmente, pouco há a fazer se a pessoa não admitir que tem um problema, porque deitar um monte de jornais velhos fora pode ser motivo de grande discussão.

Esta atitude de acumular coisas, tanto as encontradas na rua como as compradas, traz prejuízos para a saúde, para as finanças e a paz de todos os envolvidos fica comprometida.

Os espaços da casa estão todos ocupados. Não há espaço para receber os amigos e a família. Para além da falta de espaço, o ambiente é sujo e desagradável. Quem o partilha tem vergonha e já não sabe se a culpa é sua ou do companheiro que acumula todo o género de coisas.

O que fazer? Não sei.

Monday, July 18, 2011

Sonhar

Sentada a tentar escrever as memórias das minhas viagens e ao mesmo tempo atenta ao brincar dos meus netos.

Estão muito engraçados. O rapaz diz tudo e a mana que vem a caminho deixa-o pensativo. A prima está a começar a dizer as primeiras palavras. Entendem-se muito bem.

Eu depois de ter sido reformada passo muito tempo com eles, os seus papas têm de trabalhar.

Ouço barulho e acordo. Tive um bom sonho mas foi só isso.
Fim-de-semana tranquilo


O vento agressivo, parecia zangado, importunava tudo e todos. O sol tímido foi aparecendo por entre nuvens. O frio fez um ar da sua graça.

Apesar de tudo isto, o tratar da horta e do jardim, o visionamento do filme, do canal 2 da Rtp, "Dr. Jivago" que ainda não tinha visto e o sono reparador fez com que o fim-de-semana cumprisse a sua função, descansar. E a minha aldeia é linda....

Thursday, July 14, 2011

A crise e o imposto extraordinário

A crise está instalada e parece que tão cedo não nos vemos livre dela.
Safamo-nos com o subsídio de férias mas o de natal vai ser cortado. Posso não concordar, porque muitas vezes, são os subsídios que ajudam a equilibrar o orçamento familiar. Mas se for uma coisa pontual e ajudar a sair da crise aceito e a regra é igual para "todos".

Hoje o Diário de Notícias refere, que quem tem casas arrendadas, esse imposto também vai incidir sobre o valor das rendas e os juros de aplicações financeiras e outros rendimentos ficam de fora. Será esta medida justa?
Quem optou por economizar e aplicou o dinheiro na compra de casa e a alugou, sente-se enganado. Já paga IRS sobre esse montante e agora mais este imposto. Melhore fora que fizesse o que muitos fazem chapa ganha chapa gasta e assim , como muitos fazem, viveria a sua vida com tranquilidade e quem contribuiu para a crise que a pagasse.

"Os rendimentos obtidos com as rendas das casas podem vir a ser contabilizados no montante total que será tributado com o imposto extraordinário. Todos os rendimentos, incluindo os prediais, poderão vir a ser afectados com o imposto extraordinário. Quer isto dizer que serão contabilizados também os rendimentos obtidos com as rendas das casas.
Na prática, isto significa que serão afectados apenas os rendimentos de trabalho e pensões (e rendimentos prediais). De fora ficam os juros de aplicações financeiras e até as mais-valias, que o ministro Vítor Gaspar chegou a admitir que poderiam ser incluídos. Uma medida que Passos Coelho assumiu por inteiro.
Face aos estudos que lhe foram apresentados pelas Finanças, Pedro Passos Coelho não hesitou em tomar assim a decisão, em consonância com o ministro das Finanças, garantiram esta manhã duas fontes do governo ao DN, contrariando uma informação adiantada ontem por outras fontes que davam como certo que o chefe de Governo tinha tentado que as mais-valias e juros de aplicações financeiras fossem englobados na medida. Entre os mais próximos do chefe de Governo, garante-se que a decisão teve como base "apenas" a "estabilidade do sector financeiro e a sua capacidade de cedência de crédito à economia", que Passos sabe estar já em situação difícil e que não quer arriscar fragilizar mais. A questão da inconstitucionalidade, embora tenha sido levantada, não terá pesado na decisão."

DN de 14/07/2011

Wednesday, July 06, 2011

Férias





é tempo de alma e coisas sérias
é tempo de ver monumentos e paisagens
é tempo de boa leitura e profundos pensamentos
é tempo de estar com a família e com os amigos
é tempo de poesia, reflexão e oração
é tempo de contemplação, de fraternidade e solidariedade